A União Europeia anunciou a suspensão da entrada de produtos de origem animal provenientes do Brasil em seus 27 países-membros.
A medida atinge carnes bovina, suína e de frango, além de mel, pescados e ovos, e pode representar impacto de até US$ 2 bilhões anuais nas exportações brasileiras.
Segundo o bloco europeu, a decisão não decorre de casos de contaminação ou irregularidades sanitárias, mas da avaliação de que os mecanismos de controle do uso de antimicrobianos no Brasil são insuficientes.
Reação brasileira
O governo brasileiro iniciou negociações para reverter o bloqueio e apresentou medidas como:
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Proibição de antimicrobianos considerados críticos;
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Novas regras de controle;
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Protocolo de rastreabilidade, que acompanha o animal do nascimento ao abate;
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Comprovação de controle sobre o uso dessas substâncias.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) informou que todas as empresas habilitadas a exportar para a União Europeia já aderiram ao protocolo privado desenvolvido pelo setor.
Impactos internos
De acordo com o economista Gilberto Braga, do Ibmec, a suspensão não afeta a produção ou comercialização no mercado interno. Parte da produção destinada à Europa pode ser redirecionada ao Brasil, aumentando a oferta doméstica. No entanto, os preços não necessariamente cairão, já que o efeito dependerá do volume redirecionado e da capacidade de absorção da demanda interna.
Próximos passos
O futuro das exportações brasileiras para a União Europeia depende de três etapas:
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Conclusão da auditoria nas cadeias de frango e mel;
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Análise dos resultados pelas autoridades europeias;
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Comprovação da conformidade com as exigências do bloco.
Caso as garantias apresentadas sejam consideradas suficientes, o bloqueio poderá ser suspenso e as importações retomadas. Até lá, os setores afetados terão de administrar estoques e buscar novos mercados para compensar a perda temporária do acesso ao consumidor europeu.