25 de Setembro de 2026
O setor de saúde suplementar registrou resultado líquido de R$ 12,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, diante de R$ 206,3 bilhões em receitas totais no período. Os dados constam do Painel Econômico-Financeiro da Saúde Suplementar, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
O resultado corresponde a aproximadamente 5,8% das receitas registradas pelo setor nos seis primeiros meses do ano. Entre as operadoras médico-hospitalares, principal segmento da saúde suplementar, o resultado líquido agregado alcançou R$ 10,9 bilhões.
Os números positivos foram registrados mesmo diante do aumento das despesas assistenciais. Segundo a ANS, a sinistralidade agregada das operadoras médico-hospitalares chegou a 81,9%, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025. O indicador representa a parcela das receitas obtidas com mensalidades utilizada no pagamento das despesas assistenciais.
Ao todo, 596 entidades reguladas pela agência, equivalentes a 76,2% do total, encerraram o primeiro semestre com resultado líquido positivo. O percentual é o mesmo registrado no primeiro semestre do ano passado.
Entre as operadoras com maior resultado no período aparece a Postal Saúde, plano de assistência à saúde dos empregados dos Correios. A instituição encerrou o primeiro semestre com resultado líquido de R$ 875,7 milhões, atrás de Bradesco Saúde, com R$ 2,03 bilhões, e Amil, com R$ 960,9 milhões.

Para o diretor-presidente da Postal Saúde, Eli Melo Júnior, o desempenho precisa ser analisado principalmente sob a perspectiva da sustentabilidade financeira das operadoras diante do crescimento dos custos assistenciais.
“Esse resultado está associado a uma gestão voltada à sustentabilidade da operadora, com controle dos recursos e planejamento para manter a capacidade de assistência aos beneficiários”, afirma.
Além do resultado líquido, os dados da ANS mostram que as operadoras médico-hospitalares registraram resultado operacional agregado positivo de R$ 5,6 bilhões no semestre.
As aplicações financeiras desse segmento somavam R$ 142,4 bilhões ao final de junho. Já o resultado financeiro chegou a R$ 7,5 bilhões, maior valor nominal da série histórica acompanhada pela agência.
Os indicadores fazem parte das informações econômico-financeiras encaminhadas regularmente pelas operadoras à ANS e permitem acompanhar receitas, despesas assistenciais, resultados operacionais, aplicações financeiras e outros indicadores do mercado de saúde suplementar.