18 de Setembro de 2026
Levantamento do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), que reúne dados comparativos de todas as 27 unidades da Federação brasileira baseados em 228 indicadores, reforça a participaçāo dos estados e do DF na economia nacional. O estudo é distribuído em 12 temas: ambiente de negócios; assistência social; atividade econômica; distribuição de renda e pobreza; educação; situação fiscal; habitação; meio ambiente; mercado de trabalho; mobilidade social; saúde e segurança. 

No Rio de Janeiro, segundo o IMDS, os números demonstram a relevância da capital fluminense e de municípios estratégicos ligados aos setores de energia, petróleo, logística, comércio e turismo. O desempenho desses municípios contribui para manter o estado entre os mais importantes do país em geração de riqueza e movimentação econômica.
Em São Paulo, o desempenho é impulsionado pela forte presença dos municípios da Região Metropolitana, além de centros econômicos do interior que se destacam pela diversificação produtiva, capacidade industrial e elevada oferta de serviços. Os resultados reforçam a posição paulista como o principal motor da economia nacional.
Já o Distrito Federal apresenta destaque devido à concentração de atividades administrativas, serviços especializados e elevada renda da população. As regiões administrativas mais bem posicionadas no levantamento evidenciam a força do setor de serviços e o peso das atividades ligadas ao governo federal na economia local.
Discrepâncias
A análise também revela diferenças importantes entre os territórios. Enquanto São Paulo se destaca pela diversidade de sua base produtiva e pela capilaridade econômica de seus municípios, o Rio de Janeiro apresenta forte influência dos setores de energia e serviços. O Distrito Federal, por sua vez, mantém perfil econômico fortemente associado à administração pública e às atividades de alto valor agregado.
O conjunto dos resultados demonstra que essas unidades da Federação continuam exercendo papel decisivo no desenvolvimento econômico brasileiro, concentrando investimentos, empregos e oportunidades de negócios.
Em educação, a iniciativa, chamada IMDS – Eleições: Panorama Estadual, por exemplo, mostra que no Estado do Ceará, o percentual de alunos do 2º ano do ensino fundamental com nível adequado de proficiência em leitura passou de 44,9%, em 2021, para 72,1%, em 2023. Já em Alagoas, no mesmo período, o indicador passou de 30% para 30,7%, permanecendo no mesmo patamar.
Na saúde, o panorama mostra que, entre 2020 e 2025, a taxa de casos de tuberculose aumentou no Rio de Janeiro, de 79,3 para 99,3 casos por 100 mil habitantes e, no Rio Grande do Sul, de 53,8 para 69,8.
A comparação entre os estados, também, evidencia o retrato das diferenças regionais do país. De acordo com a iniciativa, há uma notável discrepância entre os estados do Norte e Nordeste e os do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, separando-os em dois blocos.
Entre os nove primeiros colocados no ranking dos estados com a maior proporção de pessoas com renda domiciliar per capita abaixo da linha de extrema pobreza, todos são das regiões Norte e Nordeste. Os estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ocupam as melhores posições entre as 27 unidades da Federação.
Para o presidente do IMDS, Paulo Tafner, a proposta não tem a intenção de produzir uma classificação única dos estados, mas oferecer elementos para uma análise mais precisa de suas diferentes realidades e trajetórias.
“No atual ciclo eleitoral torna-se essencial ter uma ferramenta que possibilite verificar se um problema é recente ou persistente, se o estado está melhorando ou perdendo posição e, principalmente, se seu desempenho é fato excepcional ou apenas parece ser, quando analisado isoladamente. O painel foi construído para permitir esse tipo de comparação e dar mais contexto às escolhas que estarão em discussão nestas eleições”, disse.
Com informaçōes da Agência Brasil