05 de Outubro de 2026
A China passou a cobrar uma tarifa total de 67% sobre a carne bovina brasileira exportada acima da cota anual permitida. Essa mudança levantou dúvidas na populaçāo, que teme aumento de preço no mercado interno. Especialistas, no entanto, avaliam que a tarifa de 67% é mais uma má notícia para exportadores do que para consumidores brasileiros. No curto prazo, ela tende a ajudar a segurar os preços da carne bovina no Brasil.
A explicaçāo é bem simples: a China é o principal comprador da carne bovina brasileira e quando vender para lá fica mais caro, parte da produção que iria para exportação pode acabar sendo direcionada para outros mercados ou para o mercado interno.
Em termos simples:
Entāo a carne vai ficar mais barata? Não de forma imediata ou em todos os cortes. Isso ocorre porque outros fatores continuam influenciando os preços como por exemplo, o preço do boi gordo, custo da ração, câmbio (dólar), demanda dos consumidores e capacidade dos frigoríficos de encontrar outros compradores no exterior.
Por isso, o cenário mais provável é de menor pressão de alta nos preços da carne bovina, especialmente se as exportações para a China desacelerarem significativamente.
Cabe destacar que se surgirem notícias de que frigoríficos estão reduzindo embarques para a China ou buscando mercados alternativos, isso é um sinal de que parte da produção ficará mais disponível no Brasil, favorecendo o consumidor. Já se eles conseguirem redirecionar rapidamente a carne para outros países, o efeito nos preços internos tende a ser menor.
Nunca é demais aproveitar e economizar, se liga nas dicas!
✅ Prefira cortes que costumam acompanhar menos a exportação:
✅ Aproveite promoções de:
✅ Compre peças maiores quando houver oferta e congele em porções.
✅ Compare preços entre açougues, mercados de bairro e atacarejos. A diferença pode passar de 20% para o mesmo corte.
✅ Fique atento aos cortes dianteiros, que normalmente são os primeiros a refletir excesso de oferta doméstica.
O consumidor que quiser montar um cardápio focado em baixo custo, boa quantidade de proteína e alimentos fáceis de encontrar, considerando uma família brasileira média. Confira:
Com esse modelo, uma pessoa consegue consumir aproximadamente 80 a 120 g de proteína por dia, dependendo das porções, mantendo um orçamento relativamente econômico.