Foto: Agência Brasil
01 de Outubro de 2026
Por Martha Imenes
Com a determinaçāo do Banco Central (BC) de ampliar os limites de transaçōes para além dos R$ 500 por transaçāo, o Pix por aproximação tende a ganhar ainda mais espaço no dia a dia dos consumidores. Especialistas destacam, no entanto, que a praticidade da ferramenta deve vir acompanhada de atenção redobrada à segurança para evitar prejuízos financeiros. A nova regra já está em vigor.
E o alerta é embasado em números: segundo dados do BC, a ferramenta de pagamento instantâneo queridinha do Brasil é utilizada por mais de 170 milhões de pessoas físicas, o que representa cerca de 80% da população brasileira ou 95% da população adulta do país. Além disso, o sistema conta com a adesão de mais de 20 milhões de empresas (pessoas jurídicas).
Para se ter um a ideia, o Pix movimentou mais de R$ 35,4 trilhões em 2025. Esse montante representa um crescimento de 33,8% em relação ao ano anterior e equivale a aproximadamente três vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do país. No total, foram registradas quase 80 bilhões de operações apenas naquele ano.
Com a mudança, os pagamentos realizados ao aproximar o celular das maquininhas passam a adotar os mesmos limites já aplicados às transferências via Pix por chave ou QR Code. Ou seja, os valores máximos para as operações passam a ser definidos por cada instituição financeira, de acordo com critérios como perfil do cliente, histórico de movimentações e políticas internas de segurança. Os usuários também poderão solicitar aumento ou redução desses limites diretamente pelos aplicativos ou canais digitais dos bancos.