O número de pedidos negados pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aumentou 70% no primeiro semestre de 2026 em comparação ao mesmo período de 2025. A média mensal passou de 394 mil para 669 mil negativas, segundo dados oficiais.
Apesar do aumento, a fila geral de solicitações caiu de mais de 3 milhões para cerca de 1,5 milhão em julho, resultado atribuído pelo governo a mutirões de atendimento e ao uso de ferramentas digitais.
"O aumento das negativas mostra que, embora a fila tenha diminuído, o desafio para os segurados continua sendo garantir o acesso efetivo aos benefícios, muitas vezes barrados por falhas burocráticas ou exigências legais", avalia a advogada previdenciarista Monique Maia, do Rio de Janeiro.
De acordo com o INSS, os principais fatores para a recusa de benefícios são a falta de documentos exigidos para comprovação, descumprimento de requisitos legais e divergências nas informações apresentadas pelo segurado.
Quem discordar da decisão deve consultar o motivo da negativa no site ou aplicativo Meu INSS. O recurso administrativo pode ser feito gratuitamente pela plataforma ou pelo telefone 135, no prazo de até 30 dias.
Se o recurso for aceito, o beneficiário passa a receber o benefício e os valores retroativos a que tem direito. No entanto, especialistas alertam que a análise costuma ser demorada, o que exige paciência e acompanhamento constante por parte do segurado.
Tome nota
Advogados previdenciários recomendam que o segurado:
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Verifique o motivo da negativa antes de recorrer.
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Organize documentos que comprovem o direito ao benefício.
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Acompanhe o andamento pelo aplicativo ou telefone.
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Considere apoio jurídico em casos complexos ou de longa espera.
Documentos básicos (comuns a todos os pedidos)
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Documento de identidade: RG ou CNH atualizados e legíveis.
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CPF: pode estar integrado ao RG ou CNH.
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Comprovante de residência: conta de luz, água ou telefone dos últimos 3 meses.
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Dados bancários: conta corrente, poupança ou cartão magnético para recebimento.
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Certidão de nascimento ou casamento: especialmente importante em casos de mudança de nome.
Documentos para aposentadoria
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Carteira de Trabalho (CTPS): todas as páginas preenchidas, incluindo alterações salariais.
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Extrato CNIS: histórico contributivo atualizado, disponível no Meu INSS.
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Carnês de contribuição: para autônomos ou facultativos.
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Contracheques e holerites: úteis para corrigir divergências no CNIS.
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PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário): obrigatório para quem trabalhou em condições insalubres ou perigosas.
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LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais): complementa o PPP.
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Certidão de tempo de contribuição: para servidores públicos que desejam averbar tempo.
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Declaração de atividade rural: para trabalhadores rurais.
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Certidão de serviço militar: conta como tempo de contribuição.
Documentos para auxílio-doença
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Atestados médicos: com diagnóstico, CID e prazo de afastamento.
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Laudos e exames: que comprovem a incapacidade laboral.
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CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho): obrigatória em casos de acidente de trabalho.
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Documentos da função exercida: descrição das atividades e condições de trabalho.
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