MP denuncia dois homens por venda de vodca adulterada que causou cegueira em mulher

MP denuncia dois homens por venda de vodca adulterada que causou cegueira em mulher

Foto: Agência SP/Divulgação

01 de Outubro de 2026

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) denunciou dois homens acusados de comercializar bebidas alcoólicas adulteradas que causaram a cegueira permanente de uma mulher em Guarulhos, na Grande São Paulo. A denúncia foi apresentada pela 16ª Promotoria de Justiça Criminal de Guarulhos na última sexta-feira (25).

Segundo o MPSP, um dos denunciados era proprietário e responsável por um estabelecimento localizado na Avenida Guarulhos. As investigações apontam que ele adquiria bebidas de diversos fornecedores sem exigir documentação fiscal que comprovasse a origem dos produtos, priorizando aqueles que ofereciam os menores preços.

O segundo acusado atuava como fornecedor das bebidas comercializadas no local. De acordo com a apuração, ele comprava vodcas de vendedores desconhecidos nas imediações do Mercado Municipal de São Paulo e as revendia como se fossem produtos de uma marca conhecida, sem qualquer comprovação de autenticidade ou procedência.

Relembre o caso

O caso ganhou gravidade após uma cliente consumir bebida alcoólica no estabelecimento, em 27 de setembro de 2025. A mulher desenvolveu um quadro severo de intoxicação por metanol e precisou ser internada. Como consequência, perdeu de forma completa e irreversível a visão dos dois olhos.

Durante fiscalização realizada em 15 de outubro de 2025, autoridades apreenderam diversas garrafas de vodca no estabelecimento. Parte dos produtos não possuía comprovação de origem.

Segundo o Ministério Público, exames periciais identificaram a presença de metanol em oito amostras analisadas, com concentrações que variavam entre 34,6% e 40,9%.

“A perícia constatou que oito amostras continham metanol em concentrações entre 34,6% e 40,9%, concluindo tratar-se de bebidas adulteradas, impróprias ao consumo e gravemente nocivas à saúde”, informou o MPSP em nota.

Com a denúncia, os dois investigados vāo responder pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a consumo, além de lesão corporal em decorrência dos danos causados à vítima. 

Com informaçōes da Agência Brasil

 

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