Mercado formal cria 921,6 mil empregos no primeiro semestre de 2026

Mercado formal cria 921,6 mil empregos no primeiro semestre de 2026

Setor de serviços no topo do ranking. Foto: Confederaçāo Nacional dos Municípios (CNM)

O Novo Caged mostrou que o mercado formal brasileiro criou 921,6 mil empregos no primeiro semestre de 2026, com saldo positivo em praticamente todos os setores. Em junho, foram 145.161 novos postos, elevando o estoque total para mais de 48 milhões de vínculos ativos. Os números foram divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O setor de serviços foi o grande motor da geração de empregos, responsável por 571.926 vagas no semestre, especialmente nas áreas de administração pública, educação, saúde e serviços sociais.

A construção também teve desempenho expressivo, com 168.962 novos postos, puxados por obras de infraestrutura e construção de edifícios. A indústria registrou saldo de 143.442 vagas, enquanto a agropecuária criou 40.853. O comércio foi o único setor com retração, reduzindo 3.514 empregos.

Em termos regionais, São Paulo liderou a criação de vagas, com 252.558 novos postos no acumulado do ano. Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638) também se destacaram. Proporcionalmente, os maiores crescimentos ocorreram no Amapá, Acre e Mato Grosso.

De acordo com dados do Caged, o salário médio de admissão em junho foi de R$ 2.404,34, representando aumento de 0,7% em relação a maio e de 1,2% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Os vínculos típicos registraram o salário mais alto, com média de R$ 2.446,27, enquanto os contratos não típicos ficaram em R$ 2.101,51.

Principais impactos

  • Serviços em expansão: maior absorção de mão de obra em áreas essenciais como saúde e educação.

  • Construção civil: crescimento acelerado impulsionado por obras de infraestrutura.

  • Salário médio em alta: aumento real, ainda que moderado, reforça o poder de compra dos trabalhadores.

  • Comércio em retração: perda de postos pode sinalizar dificuldades no consumo interno.

  • Diferença salarial: trabalhadores em vínculos não típicos recebem menos, ampliando desigualdades.

  • Dependência regional: concentração de vagas em estados como São Paulo pode acentuar disparidades regionais.

Os dados completos do Novo Caged estão disponíveis no Programa de Disseminação das Estatísticas do Trabalho (PDET), no site do MTE.

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