Marcas e entidades brasileiras participam de feira varejista em NY

20 de Janeiro de 2020

Por Viviane Faver, de NY

Marcas brasileiras participam de evento do setor varejista em Nova York, nos Estados Unidos, e mostram no exterior o diferencial de produtos brasileiros. Das 800 empresas participantes na 110ª Convenção Anual realizada pela National Retail Federation (NRF), a maior organização varejista do mundo, 20 marcas eram brasileiras. Também estiveram presentes diretores da Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac), e os presidentes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro (Fecomercio-RJ) e da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio Florencio de Queiroz Junior e José Roberto Tadros, respectivamente.

Empreendedores do mundo inteiro estiveram em Nova York com o principal objetivo de debater novas soluções e inovações que os fornecedores de software reservam para 2020. Este ano, dois temas recorrentes foram predominantes: como organizar estoque em lojas para não perder vendas e o uso de robôs para otimizar processos.

O evento não se limita só a um lugar, ele toma conta da cidade com a Retail Week, que inclui eventos pré e pós-convenções em toda a cidade de Nova York, como o Retail ROI SuperSaturday, o VIP Awards e o Rock & Roll Underground, entre outros.

Em entrevista exclusiva, o presidente da Fecomércio-RJ, Antonio Florencio de Queiroz Junior, ressalta a importância do evento. “Sempre trazemos uma delegação para visitar a feira. Nesta temos uma novidade que é um projeto em andamento com o consulado brasileiro em NY de intercambio entre empresários americanos e brasileiros”, conta Queiroz.

O presidente da Fecomercio-RJ explica que o projeto consiste em mostrar como funciona o setor varejista no Brasil para os americanos e vice-versa, facilitando assim possíveis trocas de investimentos.

Para ele o melhor tema abordado durante o evento foi a retomada da discussão sobre a loja física e a virtual. “Há dois anos existiu uma discussão muito forte sobre que a loja física iria acabar por causa das lojas online, era quase uma verdade absoluta. Porém nesta edição foi ressaltado a a importância da relação física e a experiencia de venda com os clientes. Isto me deixou muito animado. Existe sim a possibilidade forte de se trabalhar em conjunto físico e virtual” , comemora.

Segundo Queiroz, o mercado brasileiro está reagindo e já é possível enxergar o horizonte de maneira suave. Para ele, o que precisa ser trabalhado no Brasil neste momento é o setor de telefonia, que não está bom, e convencer os empresários que a grande ferramenta hoje em dia é a capacitação de seus funcionários.

Ao contrário da Fecomercio, que participa desde a sua primeira edição, a Ablac teve sua primeira participação no evento. Segundo o diretor da associação, Marcone Tavares, para 2020 haverá uma revolução no varejo de calçados brasileiros.

“Essa revolução estará alicerçada em tecnologia e experiência de compra do consumidor,e uma feira nesta magnitude induz o investimento, modernização e grandes movimentos podem surgir”, diz.

Tavares explica que as principais necessidades do setor são a precisão no controle de estoque e novas formas de atender o cliente de modo que a marca esteja sempre presente ao consumidor. Ou seja, online ou offline, assim os estandes/tecnologias que mais prenderam a atenção dos associados foram as diversas formas do controle de fluxo com reconhecimento facial e os modernos POS (checkout).

“Os temas abordados que mais prenderam a atenção durante as palestras foram customização/personalização de produtos, desenvolvimento de marcas, empoderamento dos funcionários e as incríveis formas de atender do Alibaba”, conta sobre sua experiência na feira.

Já o presidente da CNC, José Roberto Tadros, conta que é extremamente importante a CNC se fazer presente para acompanhar a evolução do varejo com toda a moderna tecnologia que o mundo esta implantando, lembrando que o Brasil ainda é a oitava economia e a quinta maior população do mundo e precisa rapidamente se inserir nesse processo porque o sistema capitalista evoluiu permanentemente.

Tadros conta que a CNC estuda promover um evento no Brasil similar a NRF ainda esse ano de forma que seja acessível a pequenos, médios e grandes empresários visando o um maior contato com novas tecnologias e exemplos que ajudem no desenvolvimento diante do novo cenário.

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