Idec reforça estratégia para ampliar impacto social na defesa de consumidores brasileiros

Idec reforça estratégia para ampliar impacto social na defesa de consumidores brasileiros

Ao completar 39 anos de atuação, o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) inicia um novo ciclo de sua história. Referência nacional na defesa de direitos dos consumidores desde 1987, a organização apresenta seu novo direcionamento estratégico, construído para ampliar seu impacto social diante das profundas transformações que afetam o consumo no Brasil e no mundo.

As novas diretrizes reafirmam a missão histórica do Idec de defender consumidores, especialmente aqueles em situação de maior vulnerabilidade social, econômica e informacional, estabelecendo prioridades que orientam a atuação da instituição nos próximos anos: aproximar-se ainda mais das populações historicamente vulnerabilizadas, fortalecer o protagonismo de quem consome , ampliar sua capacidade de incidência sobre políticas públicas e responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas, pela transformação digital e pelas novas formas de consumo.

"Há 39 anos o Idec atua para transformar direitos em realidade. Agora damos um novo passo, fortalecendo nossa atuação para que ela gere ainda mais impacto concreto na vida das pessoas. Nossa prioridade continua sendo colocar consumidores no centro das decisões públicas e privadas, especialmente aqueles que enfrentam maiores barreiras para acessar direitos", afirma Igor Britto, diretor executivo do Idec.

Ao longo de quase quatro décadas, o Idec ajudou a construir avanços importantes para a sociedade brasileira. A organização participou de debates que fortaleceram políticas públicas relacionadas à alimentação saudável, ao acesso a medicamentos, à regulação dos planos de saúde, à proteção de dados pessoais, à publicidade infantil, a Lei da superendividamento, à energia e às telecomunicações, além da devolução de dinheiro para as pessoas por meio do Acordo Coletivo de Planos Econômicos, sempre pautando sua atuação por evidências técnicas e defesa do interesse público, com total independência de empresas, partidos ou governos.

O novo direcionamento estratégico parte do princípio de que defender consumidores significa enfrentar desigualdades. Por isso, o Idec passa a orientar sua atuação a partir de cinco grandes prioridades externas:

- Ampliar a diversidade, representatividade e a escuta ativa das populações mais vulnerabilizadas;

- Concentrar esforços em agendas com maior impacto social e relevância pública;

- Ampliar sua atuação integrada no Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC); e

- Incorporar de forma transversal os desafios das crises planetárias — mudanças climáticas, perda da biodiversidade e poluição — reconhecendo seus impactos sobre os direitos dos consumidores.

Essa estratégia parte do entendimento de que os desafios enfrentados por consumidores são cada vez mais interligados. Alimentação, energia, saúde, tecnologia e meio ambiente deixaram de ser agendas isoladas e passaram a compor uma mesma realidade, especialmente para quem vive em situação de vulnerabilidade.

Entre as pautas prioritárias estão alimentação adequada, acesso à energia, transição climática, acesso a medicamentos, proteção de dados, inteligência artificial, publicidade, rotulagem de alimentos, planos de saúde, greenwashing, data centers, internet e plataformas digitais.

"Os desafios se tornaram mais complexos e interligados. Inteligência artificial, crise planetária , alimentação, saúde e acesso a serviços essenciais afetam diretamente a vida cotidiana. Nossa estratégia é ampliar a escuta social, fortalecer a mobilização coletiva e atuar sobre as estruturas que produzem vulnerabilidade e desequilíbrio nas relações de consumo, sempre ao lado de consumidores", conclui Britto.

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