Embaixador suíço, Hanspeter Mock
A Global Reporting Initiative (GRI), maior referência mundial em padrões de relato de sustentabilidade, anunciou a criação de um programa de capacitação voltado ao mercado brasileiro. A iniciativa reforça o papel estratégico do país na agenda global de transparência corporativa.
A organização nomeou Danielly A. Mello Freire como diretora da GRI no Brasil. Baseada em São Paulo, ela será responsável por liderar o novo programa em parceria com empresas, instituições e autoridades locais. O objetivo é apoiar organizações na integração da sustentabilidade às decisões de negócio e ampliar o acesso a treinamentos técnicos.
"O Brasil não é apenas um dos mercados mais avançados do mundo em relato de sustentabilidade — é também um país em que as empresas reconhecem, cada vez mais, que a sustentabilidade é uma vantagem competitiva. O Brasil tem uma oportunidade extraordinária de liderar a transição para uma economia de baixo carbono, resiliente e inclusiva", afirmou.
O Brasil já ocupa posição de destaque:
71% das grandes empresas listadas em bolsa utilizam as Normas GRI.
O país está em 5º lugar entre 132 jurisdições na adoção global dos padrões.
Em capitalização de mercado, aparece em 3º lugar no ranking mundial.
O programa contará com cursos traduzidos para o português pela GRI Academy, incluindo módulos sobre relato climático e sustentabilidade para pequenas e médias empresas. A iniciativa tem apoio da Secretaria de Estado de Assuntos Econômicos da Suíça (SECO). O embaixador suíço, Hanspeter Mock, ressaltou que o projeto fortalece práticas empresariais responsáveis e se alinha ao acordo de livre comércio entre EFTA e Mercosul.
"Brasil é o primeiro parceiro comercial da Suíça na América Latina. O trabalho da GRI apoiará diretamente práticas empresariais responsáveis entre as PMEs (pequenas e médias empresas) brasileiras. Fortalecer as capacidades locais de relato de sustentabilidade está alinhado com a promoção de padrões ambientais e sociais sólidos, conforme formalizado no recente acordo de livre comércio entre a EFTA e o Mercosul", disse.
Segundo Robin Hodess, CEO da GRI, o Brasil demonstra liderança em transparência corporativa e agora tem a oportunidade de transformar relatórios em ações estratégicas que fortalecem competitividade e resiliência. Já Danielly destacou que o país pode liderar a transição para uma economia de baixo carbono e inclusiva, tornando a sustentabilidade uma vantagem competitiva: "Ampliar nossa presença reflete a importância estratégica que atribuímos ao Brasil e à América Latina como um todo. Tenho a satisfação de dar as boas-vindas a Danielly na GRI. Ela vai nos ajudar a responder às necessidades das organizações e parceiros brasileiros, e a garantir que as vozes do Brasil continuem sendo ouvidas no debate global sobre o futuro do relato de sustentabilidade".
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