Martha Imenes
Os números mais recentes do Banco Central mostram que os juros cobrados das famílias continuam elevados, assim como a inadimplência e o comprometimento da renda.
Em junho, a taxa média de juros do crédito livre para pessoas físicas chegou a 64% ao ano, com alta de 1,2 ponto percentual no mês e de 4,6 pontos em 12 meses. O aumento foi puxado principalmente pelo crédito pessoal não consignado. Considerando todas as modalidades, a taxa média ficou em 33,4% ao ano.
A inadimplência da carteira total de crédito do Sistema Financeiro Nacional atingiu 4,7%, estável em relação a maio, mas um ponto acima do registrado no mesmo período do ano passado. Entre as famílias, o índice chegou a 5,6%. No crédito livre, a inadimplência alcançou 6,2% da carteira, sendo 7,6% entre pessoas físicas.
O endividamento das famílias brasileiras alcançou 49,8% em maio, enquanto o comprometimento da renda com dívidas chegou a 28,5%. O saldo total das operações de crédito somou R$ 7,4 trilhões em junho, com crescimento de 0,7% no mês e de 9,7% em 12 meses.
O crédito ampliado ao setor não financeiro chegou a R$ 21,7 trilhões, equivalente a 164,3% do PIB, impulsionado por títulos públicos, empréstimos do sistema financeiro e operações externas.
Diante desse cenário de juros altos e endividamento crescente,o economista e professor do Ibmec, Gilberto Braga, recomenda algumas práticas para economizar e evitar problemas financeiros:
-
Planejamento financeiro: organizar receitas e despesas mensais para ter clareza sobre o orçamento.
-
Renegociação de dívidas: buscar acordos com bancos e credores para reduzir juros e alongar prazos.
-
Uso consciente do crédito: evitar empréstimos sem consignação ou sem garantias, que costumam ter taxas mais altas.
-
Reserva de emergência: manter uma poupança para imprevistos e reduzir a dependência de crédito caro.
-
Educação financeira: investir em conhecimento sobre finanças pessoais para tomar decisões mais seguras.
"Essas medidas ajudam a reduzir o impacto dos juros elevados e a manter maior estabilidade financeira, especialmente em momentos de pressão sobre a renda das famílias", explica.
#marthaimenes #economia #endividamento #familias #juros #BC