30 de Outubro de 2026
Por Martha Imenes
O Brasil atingiu um marco histórico no mercado de trabalho. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, a população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas no terceiro trimestre, o maior número da série histórica. A taxa de desemprego caiu para 5,2%, a menor já registrada para o período desde 2012.
O número de desempregados recuou para 5,6 milhões de pessoas, enquanto o nível de ocupação alcançou recorde de 59% da população em idade de trabalhar. O rendimento médio também avançou e chegou a R$ 3.790, com massa salarial recorde de R$ 387,5 bilhões.
Apesar dos números positivos, a informalidade continua sendo um desafio. Atualmente, 38,8 milhões de brasileiros trabalham sem carteira assinada ou sem contribuir regularmente para a Previdência Social, o equivalente a 37,5% da população ocupada.
Os dados mais recentes do IBGE mostram diferenças importantes entre as unidades da federação. No segundo trimestre, Santa Catarina registrou a menor taxa de desemprego do país, com 2,1%, enquanto o Amapá apresentou a maior, com 9,8%. O Rio de Janeiro figurava entre os estados com índices acima da média nacional de 5,4%.
A diretora do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Adriane Bramante, defende a ampliação da educação previdenciária e da formalização como forma de garantir segurança social e econômica aos trabalhadores. Segundo o material, "é necessário adotar políticas públicas de educação previdenciária para conscientizar a população sobre a importância da contribuição e da formalização".
Segundo a especialista, é necessário conscientizar a população sobre a importância da contribuição ao INSS e desenvolver programas de inclusão previdenciária que garantam segurança social e econômica.
Já para o pesquisador do FGV IBRE, Fernando Veloso, a redução da informalidade depende da criação de empregos formais e do fortalecimento da atividade econômica. "As pessoas acabam buscando uma atividade como conta própria não porque têm vocação empreendedora, mas porque têm dificuldade de se colocar em um mercado de trabalho que não gera emprego", afirma.
Um custo caro no futuro
Cabe destacar que sem contribuição, o trabalhador pode ficar desamparado em caso de doença, acidente ou ao chegar à idade de aposentadoria. Quem contribui regularmente tem acesso a benefícios como:
- Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
- Aposentadoria por idade;
- Aposentadoria por incapacidade permanente;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte para dependentes;
- Auxílio-reclusão, quando aplicável.
Como sair da informalidade
Com o mercado de trabalho aquecido e a renda em alta, especialistas avaliam que o momento é favorável para a formalização. Além de ampliar o acesso ao crédito e oportunidades de negócios, contribuir para a Previdência Social garante proteção financeira para o trabalhador e sua família no futuro.
Para trabalhadores autônomos e empreendedores, algumas medidas podem ajudar a garantir proteção previdenciária:
✅ Formalizar-se como Microempreendedor Individual (MEI);
✅ Contribuir como segurado facultativo ou contribuinte individual do INSS;
✅ Manter os recolhimentos em dia para não perder a qualidade de segurado;
✅ Guardar comprovantes de pagamento e atividade profissional;
✅ Buscar orientação em agências do INSS ou no Portal Gov.br.