O período de afastamento pelo INSS em razão de acidente ou doença pode ser considerado no cálculo da aposentadoria, mas há condições específicas para que isso ocorra. Segundo Adriane Bramante, do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), é necessário que o afastamento esteja intercalado entre contribuições, ou seja, o segurado precisa ter contribuído antes e depois do benefício.
Na prática, quem retorna ao trabalho após alta do INSS precisa trabalhar pelo menos um dia ou recolher uma contribuição como autônomo para que o tempo afastado seja contabilizado. Essa regra vale tanto para quem recebeu auxílio-doença quanto para aposentadoria por invalidez.
Diferenças
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Auxílio-doença: destinado a segurados incapacitados para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos.
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Aposentadoria por invalidez: concedida a quem apresenta incapacidade permanente ou severa para exercer atividades laborativas.
Base legal
O artigo 55, II da Lei nº 8.213/91 prevê que o tempo intercalado em que o segurado esteve em gozo de auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez pode ser somado ao tempo de serviço já prestado, desde que não haja perda da qualidade de segurado.
Conforme especialistas, o afastamento pode contar para a aposentadoria, mas é essencial manter contribuições intercaladas e observar as regras específicas de cada região. Essa contagem pode ser decisiva para completar o tempo de contribuição ou carência exigido, especialmente em casos de aposentadoria por idade ou tempo de contribuição.
Líder de pedidos na fila do INSS
Os pedidos de auxílio-doença continuam sendo os mais numerosos no INSS: dos 1,6 milhão de requerimentos em julho, quase metade corresponde a solicitações de afastamento por incapacidade.
Como funciona a concessão
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O prazo máximo para concessão sem perícia presencial é de 90 dias.
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O sistema Atestmed permite que o segurado envie apenas documentos médicos (atestados e exames) pelo portal ou aplicativo Meu INSS.
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O benefício pode ser concedido ou negado com base nessa análise documental, sem necessidade imediata de agendamento em uma agência.
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O atestado deve conter: nome completo do paciente, data de emissão, CID ou diagnóstico por extenso, assinatura e carimbo do médico com CRM, além do prazo estimado de repouso.
Números atualizados
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Em julho de 2026, a fila do INSS tinha 1,6 milhão de pedidos, o menor patamar em quase dois anos.
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Desse total, quase metade corresponde a pedidos de auxílio-doença.
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Em março de 2026, o INSS analisou 1,626 milhão de processos e concedeu 890 mil benefícios em um único mês, recorde histórico.
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Atualmente, o instituto concede em média 700 mil benefícios por mês, sendo o auxílio-doença o mais solicitado.
Impacto para os segurados
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A análise documental agiliza o processo e reduz a espera, que antes podia ultrapassar 45 dias.
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O modelo evita deslocamentos e filas em agências, especialmente para quem está debilitado.
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A medida contribui para reduzir o estoque de pedidos e acelerar a concessão de benefícios.
Orientações práticas
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Acesse o Meu INSS (portal ou aplicativo).
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Selecione a opção de requerimento de benefício por incapacidade temporária.
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Anexe atestados e exames médicos legíveis.
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Aguarde a análise remota: a resposta será disponibilizada diretamente no aplicativo.
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